Meus amores,
Estou definitivamente mudando de espaço.
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Vem cá!
Eu não quero estar protegida contra mim mesma.
Quero ir até o fundo, quero ver até onde vai... quero conhecer milimetricamente todo o espaço [infin.ito] dentro do meu ser, espandir mais. Explorar, forçar e relaxar. Como músculo. Como a resistência do corpo humano, em alma - em evolução. Preciso ser evolução e não sei como organizar a sensação e as sensações que seguem meus espasmos de euforia.
Ontem eu tive um surto de consciência fortíssimo. Me coloquei em algum lugar e eu nunca tinha conseguido me localizar com tanta clareza. O lance agora é admitir. Porque eu sou tão errada... e nessas partes, eu não quero ser. Eu não quero merecer -> preciso me distrair.
Então me imagino conversando com alguém; me imagino descalça em qualquer lugar, sem dor no corpo, com calos nos pés; sem nojo, sem pré-conceito.
Quero ser mais amor, e eu pensei que fosse... eu pensei e errei desde o começo, por pensar. Estou indignada. Não sei mais... é um começo.
[ CAN YOU FEEL IT? ]
Just Feeling...
Quero me afundar em arte
E me derramar em algum canto onde
eu possa ser e sentir com
todo o meu exagero
[O meu exagero é a minha arte]
Feita de barro
Monto e re[monto] tudo sozinha
Do mesmo jeito que a insanidade me come
Eu como a insanidade
M[inha louc.ura é a minha art.e]
De repente, no escuro
Sensatez
A menina
Mulher
Ninguém me viu. Ninguém sabe o que eu sou
Eu vim do caos
Eu estou
[ Minha solidão é a minha arte]
E onde vive cada célula
É onde vive o tremor
Do barro. Terra
Eu não canso de dizer
[A minha dança é a minha arte]
Qualquer comentário que me faltar com respeito será [de.le.ta.do].
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